Óleo de gengibre, seus músculos e articulações agradecem…

Publicado em 29 de maio de 2013.

De aroma característico, gosto forte e picante, o gengibre é uma raiz muito apreciada na culinária indiana. Eu mesmo aprendi todas as suas virtudes na Índia e já fiz um post aqui falando especificamente da sua capacidade de curar dores musculares. Tomado em chás, o gengibre entrega propriedades bactericidas e antiinflamatórias, sendo de grande valia nos males de inverno: dores de garganta, resfriados, rouquidão e inflamações em geral. O chá também é muito digestivo e melhora enjôo e gases.

Mas uma descoberta interessante foi comprovar as aplicações musculares de seu óleo vegetal. Usando o óleo em massagens, percebi que ele carrega as mesmas propriedades da raiz, permitindo diminuir a inflamação dos tecidos musculares e consequentemente, oferecer ao corpo maior capacidade de relaxamento e diminuição de dores. Especialmente para quem treina além da conta, é um santo remédio. Além disso, o óleo de gengibre flexibiliza as articulações e otimiza a circulação. Para as pessoas idosas, ou quem sofre de artrite e suas derivações, é um bem necessário. Algumas pessoas relataram sentir efetivamente maior calor nas partes que receberam a aplicação do óleo.

Em Ayurveda, o gengibre, por sua característica picante, efetivamente propicia o aquecimento e aumenta as qualidades do dosha Pitta (fogo e água). Sendo carregado em uma base oleosa e aplicado em deslizamentos de massagem, proporciona um efeito relaxante e calmante duradouro, por aliar as caractéristicas nutritivas e estruturais do dosha Kapha. Por isso é indicado especialmente no inverno e para recuperar a mobilidade de articulações e dos tecidos. Os movimentos da massagem se encarregam mobilizar e equilibrar o dosha Vata, que tem por características o movimento, sendo formado por ar e espaço.

Por isso, seja utilizado em chás, como emplastro ou óleo vegetal, eu considero sempre uma boa opção em tempo frio e úmido, como agora. Ele serve  para apimentar um pouco mais a sua cozinha e porque não, a sua vida também.


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