7 sintomas mais comuns de ansiedade
Publicado em 04 de julho de 2018.
Todos nós já passamos por momentos de ansiedade. O motivo pode ser uma viagem, uma entrevista de emprego, uma apresentação importante ou apenas um encontro. Nessas ocasiões, é normal experimentarmos alguns dos famosos sintomas: coração acelerado, sudorese excessiva nas mãos e também no corpo, dores de barriga, etc. Eventualmente, dias antes de uma viagem ou encontro importante, perdemos o sono e a mente parece não querer desligar.
O problema se manifesta quando estes sinais eventuais de ansiedade começam a se manifestar frequentemente, transformando episódios eventuais em sintomas diários. Para facilitar o entendimento, separamos didaticamente 7 sinais clássicos que demonstram que está na hora de procurar ajuda. Deixar de prestar atenção à estes sinais pode levar a um aprofundamento do sintomas e até mesmo ao agravamento destes sintomas, podendo deflagrar episódios de síndrome do pânico, ou fobias, ou problemas somáticos, entre outros.
1. Agitação constante
Se você se sente constantemente acelerado, agitado e parece não conseguir se desligar, então este é o primeiro sinal de que a ansiedade está passando dos limites. A agitação constante, bem como a movimentação excessiva de braços e pernas aumenta a temperatura corporal e por isso pode ser acompanhada de sudorese excessiva, e eventualmente também de boca seca. E estes sintomas físicos ainda podem ser acompanhados pela sensação de que você precisa fazer alguma coisa, agir, de imediato…
Pois bem, este é o sinal de que o sistema nervoso simpático entrou em ação e que todo o seu corpo está agora preparado para correr ou lutar (a famosa resposta “fight or flight”). Mas na prática, como não há nenhum leão à espreita por perto, essa apreensão constante provoca um desgaste excessivo e eventualmente fadiga mental e física. O corpo manifesta esse desgaste por meio de dores musculares, cansaço e desânimo.
2. Excessiva preocupação com o futuro
É normal se preocupar e se preparar para o futuro. Todos fazemos planos e tomamos medidas de precaução para tentar garantir uma certa segurança no amanhã. Mas estar constantemente remoendo cenários ruins e ao mesmo tempo, sentindo-se incapaz de lidar com eles, caracteriza, claramente, o estado ansioso.
Mentalmente o que ocorre é uma projeção catastrófica no tempo, desenhando situações bastante negativas. E quais as consequências? Jogamos mais gasolina no fogo, gerando ainda mais ansiedade e, eventualmente, medo. Pronto! Você se tornou prisioneiro de sua própria mente.
3. Incapacidade de relaxar
Mesmo após passarmos por alguns episódios eventuais de ansiedade, o corpo reage com uma incrível capacidade de retomar a homeostase (tendência a se reequilibrar sozinho). O problema reside quando nos sentimos incapazes de retornar a esse estado, quando não conseguimos mais relaxar a tensão excessiva. A lógica mental nos diz que precisamos estar constantemente alertas. Precisamos fazer algo, mas não fazemos ideia exatamente do que…Essa inadequação da ação leva a um paradoxo: necessidade de agir mas sem qualquer direção, o que acaba por provocar um descompasso com as próprias emoções.
Muito bem, se esse processo persistir por um tempo suficiente, temos formada a base precursora da síndrome do pânico. Quando sofremos de síndrome do pânico, temos a certeza de que algo muito ruim irá acontecer em breve. Parece realmente que iremos enlouquecer ou até morrer.
4. Dificuldade de atenção / concentração
Alguns estudos científicos têm demonstrado que pessoas ansiosas acabam encontrando extrema dificuldade em se concentrar, até mesmo em tarefas simples. Isso pode ser ocasionado por um desvio da atenção para os medos futuros e para suas consequentes reações físicas, experimentadas pelo nosso corpo. Mas o fato é que a ansiedade piora incrivelmente a capacidade de concentração.
Ficamos brigando com a ideia de não conseguirmos manter o foco e com a proliferação de mil ideias na cabeça. Não conseguimos mais pegar no sono, afinal nos tornamos incapazes de desligar os radares de alerta e dormir. Experimentamos então o próximo sintoma dessa lista…
5. Insônia
Não é difícil imaginar o que uma excessiva agitação motora, aliada a uma incapacidade de desligar, irão causar: a famosa insônia. Você deita na cama e simplesmente não consegue pregar os olhos. Vêm à sua mente todas as tarefas do dia seguinte, as pendências de trabalho ou de casa, o que precisa fazer e/ou falar na reunião com o chefe, algo que ficou pendurado da semana passada e tudo parece se suceder num turbilhão de ideias.
Muito bem, você já plantou o pé no quinto sintoma de ansiedade, que podemos traduzir também como a incapacidade de se entregar (adormecer) ou de manter o sono durante a noite. Mas calma, antes de recorrer ao remédio para dormir, é hora de avaliar o que pode estar contribuindo para essa dificuldade de se desligar e tentar corrigir o rumo desse barco.
6. Fadiga
Normalmente as pessoas demoram a buscar ajuda médica ou psicológica especializada. Com isso, esperam que seus sintomas eventuais, sejam eles desconfortos abdominais, dores de cabeça, cansaço ou vertigem, passem sozinhos. Mas com o tempo, a insônia, junto com a dificuldade de concentração e o desgaste energético causado pela projeção mental em direção ao futuro, tendem a provocar extremo cansaço físico e exaustão mental.
Estuda-se atualmente se pacientes deprimidos não passaram antes por fases de extenuação física e mental, muitas vezes sofrendo por tempo prolongado de ansiedade. Por isso mesmo, é importante não tentar “tapar o sol com a peneira” (imaginando que o desconforto já vai passar) e buscar logo ajuda especializada.
7. Irritabilidade
A fadiga aliada à falta de sono, nos torna extremamente irritados. Este sintoma é mais comum entre os homens, cuja irritabilidade e um certo tom de agressividade são mais bem aceitos socialmente. Sem dormir, com uma grande dificuldade de se concentrar e com o pensamento constantemente imaginando catástrofes futuras não é difícil perceber que a irritação será uma constante. O pior é que a irritação é algo difícil não apenas para a própria pessoa, como também para aqueles que estão por perto.
Muito bem, se você leu até aqui e identificou ter um ou mais dos sintomas da lista, não se desespere. Antes de buscar aquele remedinho para dormir no armário, ou tomar uma dose para relaxar, vale investir na pesquisa dos motivos que levaram você até este estado ansioso. Existem diversas opções de tratamento e mesmo nos casos mais persistentes, existe sempre a possibilidade de auxílio via medicação.
Esta lista não pretende esgotar as possibilidades nem as possíveis formas de manifestação da ansiedade. Caso você perceba que mesmo apenas um destes itens o esteja afetando de maneira significativa e persistente, procure um profissional especializado. Esta, continua sendo a melhor aposta para recuperar o equilíbrio perdido e reaprender a relaxar ante às vicissitudes constantes da vida.
Ilan Segre é Psicólogo Clínico formado pela USP, pós graduado em Fitoterapia pela Fac. Mario Schenberg. Complementou sua formação como psicólogo residente no Gupta Yogic Hospital (Lonavala), Jipmer Hospital (Pondicherry) e no Nisargopchar Ashram (Pune), na Índia. Foi um dos fundadores do NUMIER – Núcleo de Medicina Integrativa do Hospital Emilio Ribas e, em 2012, publicou o livro Terapia Integrativa (ed. Ágora). Atualmente atende em seu consultório, unindo Psicoterapia Clínica com técnicas integrativas para remissão dos sintomas.
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Comentários
Liliana B. Marchetti
Em 06 de julho de 2018 às 11:39Andreia Regina dos Santos
Em 11 de outubro de 2018 às 11:10Bruna
Em 25 de julho de 2018 às 02:42Ilan
Em 08 de agosto de 2018 às 15:38Elaine fernandes
Em 28 de julho de 2018 às 04:58Ilan
Em 08 de agosto de 2018 às 15:39Edyla Mayara Ferreira
Em 11 de fevereiro de 2019 às 17:04Luana
Em 01 de agosto de 2018 às 06:15Ilan
Em 08 de agosto de 2018 às 15:41Vandernildes
Em 05 de agosto de 2018 às 16:29Ilan
Em 08 de agosto de 2018 às 15:43Francisco Custódio Do Nascimento
Em 10 de agosto de 2018 às 22:06Beatriz
Em 16 de agosto de 2018 às 10:16Ilan
Em 27 de agosto de 2018 às 15:55Nizete Ferreira
Em 21 de agosto de 2018 às 15:27Ilan
Em 27 de agosto de 2018 às 15:57Janaina
Em 18 de setembro de 2018 às 19:48Ilan
Em 02 de fevereiro de 2019 às 08:18Nena vieiraGonçalves
Em 03 de fevereiro de 2019 às 20:59Carla
Em 09 de outubro de 2018 às 09:40Ilan
Em 02 de fevereiro de 2019 às 08:15Angela de Castro Barbosa
Em 09 de novembro de 2018 às 18:45Ilan
Em 02 de fevereiro de 2019 às 08:17Franciele
Em 06 de dezembro de 2018 às 22:44Ilan
Em 07 de dezembro de 2018 às 13:06