Tinturas, uma forma ancestral de cura.
Publicado em 06 de fevereiro de 2013.
Quem não se lembra do filme “O Perfume?” Os cheiros, os detalhes, as minúcias, a busca de fixar aquilo que é fugaz e passageiro. A vontade de extrair e concentrar a essência de uma substância, sua parte mais pura e poderosa. Pois bem, com as tinturas não é diferente… O que fazemos, é selecionar as melhores ervas, de acordo com as propriedades que queremos que tenha a nossa tintura alcoólica. A seguir misturamos as plantas em quantidades apropriadas, de forma a obter um efeito combinado e homogêneo.
Feito isso, esterilizamos um pote de vidro e cobrimos todas as ervas com uma mistura de álcool e água. Devemos deixar que ela marine em alcool de cereais, vodka ou rum, quando o gosto das ervas é muito amargo ou forte e precicsa ser suavizado pelo aroma da bebida. A concentração de álcool de cereais varia muito em função da erva utilizada, mas em geral costuma-se utilizar de 25% até 40%. Por isso que os extratos de tinturas devem ser tomados sempre diluídos em água.
Para preparar a tintura, é necessário estar constantemente em contato com a mistura. Diariamente deve-se agitar o frasco com as ervas, conservando-o sempre ao da luz, do calor e do sol. Isso é necessário para que o álcool penetre de maneira uniforme em cada uma das plantas e extraia delas as suas propriedades mais importantes. Assim, é o processo de se fazer um remédio caseiro. Com carinho, atenção e paciência. Tempo necessário para permitir que as plantas entreguem o que tem de melhor à solução de álcool e de água. Por isso, a água também deve ser da melhor qualidade possível, isenta de produtos químicos e aditivos.
O resultado é esse da foto. Antes, as ervas recém-colocadas na solução, ainda boiavam ignorando o líquido claro que as embebia. Com o passar dos dias, as plantas cedem mais e mais sua essência e suas propriedades à solução transformando o que era apenas álcool diluído numa solução verde-escura, viva, perfumada e cheia de propriedades curativas. Os aromas, são os mesmos das ervas, só que agora já estão combinados e embalados pelo poder volátil do álcool.
Essa que eu fiz leva uma composição de dez ervas, selecionadas para aprimorar a resposta imunológica e dos sistemas metabólicos e excretores, em especial dos rins e do fígado. Além disso, possui algumas espécies que só encontrei nos arredores de Campos do Jordão, como a Judicia SP, conhecida popularmente como Anador, além de ervas consagradas como a Euinácea, a Hortelã e a Valeriana. Assim, trata-se de uma mistura suavemente analgésica e ao mesmo tempo depurativa, calmante e rejuvenescedora.
Fazer uma tintura nos reconecta com nossos antepassados e nossos próprios caminhos ancestrais,

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