Os segredos (indigestos) do açúcar…

Publicado em 19 de novembro de 2014.

sugar_home_roundedFaz muito tempo que passamos do limite no consumo diário de açúcar. E ele está em toda a parte, numa infinidade de produtos que compramos todos os dias no supermercado. Nunca antes o número de doenças metabólicas esteve tão alto. O Brasil não possui estatísticas confiáveis, mas nos EUA onde a moda é controlar tudo, estima-se que essa seja a primeira geração que irá viver menos tempo do que seus pais. Quem são os culpados? Inúmeras doenças tais como diabetes, hipertensão, que andam de mãos dadas à obesidade, ataques cardíacos e câncer. Mas o que será que as altas taxas dessas doenças tem a nos ensinar? Algo está profundamente errado em nossa alimentação…

Recentemente foi filmado por aqui o documentário “Muito Além do Peso”, que retrata a triste realidade das famílias, em especial as de baixa renda, que entopem seus filhos com salgadinhos, refrigerantes e comida industrializada dos mais diversos tipos. Os efeitos? Os mesmos acima, só que em crianças de 8, 10, 12 anos. Algo ainda não estudado pela ciência, cujos efeitos cumulativos de medicação tomada ao longo da vida sequer maginamos quais serão. Em outro País, Inglaterra o Chef Jamie Oliver, ainda luta para ensinar as pessoas a comerem corretamente e extirpar de dentro das escolas empresas como Mc Donalds ou fabricantes de refrigerantes e pizza que viciam cada vez mais cedo as crianças. E a combinação  do vício é bem conhecida: açúcar, sal e gordura.

Quem trabalha na indústria alimentícia conhece muito bem essa tríade, já que em todos os produtos industrializados, são testadas inúmeras combinações possíveis destes três ingredientes para provocar o que os americanos chamam de “Bliss Point”ou seja, o ponto de “deleite”no qual queremos mais e mais de determinado produto, seja a lasanha congelada ou o macarrão instantâneo. Diga-se de passagem, o Glutamato Monossódico continua presente em centenas de produtos incluindo sopas, macarrões, salgadinhos e diversos produtos industrializados. É ele o responsável pela sensação deliciosa de “não dá para comer um só”,  quando engolimos um saco inteiro de salgadinhos, por exemplo.  Sim meu caro, somos enganados o tempo inteiro com substâncias químicas altamente aditivas e nocivas à nossa saúde.

Recentemente alguns cientistas provaram que o acúçar pode ser até mais aditivo do que a cocaína, fazendo com que o cérebro seja estimulado nas mesmas áreas nas quais ocorre a estimulação quando consome-se a droga. Ou seja, estamos falando de substâncias aditivas cujo uso deveria ser restrito e extremamente cauteloso, uma vez que podem levar à dependência e a ruína da saúde.

Um grande amigo me indicou o documentário “The Secrets of Sugar” que você pode assistir em inglês, neste link  .

Nele, você verá como a indústria criou subterfúgios para inibir a propagação das informações de pesquisas, vetou a redução das doses diárias de consumo recomendadas, bem como camuflou pesquisas sobre os efeitos nocivos que o alto consumo (atual) de açúcar pode ocasionar e médio prazo.

Não conte com a indústria, com o governo, nem mesmo com o FDA americano para que você se mantenha saudável. Afinal, este é um mercado bilionário que deixa muita gente rica e feliz. Infelizmente, não é quem se alimenta desses produtos. Continuam valendo as regras de nossas avós: doces sim, em pouca quantidade, e o menos industrializados possível. O açúcar além promover as bactérias que acabam com os dentes, ataca fortemente o nosso sistema imunológico e nos torna altamente viciados. Pena que pouquíssima gente ainda dá ouvidos aos conselhos antigos. Fique atento, informe-se e previna-se.

 


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