É tanto “amor” que…mata!
Publicado em 02 de outubro de 2012.
Vamos continuar a implosão de conceitos e propagandas enganosas com outro velho conhecido da culinária nacional, o Glutamato Monossódico. Mas de onde vem esse “veneninho quimico” disfarçado de cupido? A origem dele é muito curiosa… O Glutamato foi inventado por um químico japonês, em meados de 1907. Como os fabricantes defendem, sua origem realmente veio de um aminoácido comumente encontrado em plantas e animais, o glutamato. Mas diferente da natureza, aqui ele é isolado de seus outros componentes e transformado em Glutamato Monossódico. Na segunda guerra mundial, parece que ele foi usado para que os soldados japoneses conseguissem engolir a comida insossa que era conservada em latas. Desde então alguém deve ter tido a brilhante idéia de vender o aditivo e batizá-lo de “amor”…
Não fosse por alguns detalhes, a invenção seria perfeita. Vamos aos fatos:
– Para estudar obesidade adivinhe o que os cientistas dão para que eles engordem absurdamente? injeções de glutamato logo depois de nascerem. Em circunstâncias normais, nenhum roedor vira obeso. Isto foi descoberto por John Erb, pesquisador da universidade de Waterloo.
– O glutamato monossódico é altamente aditivo e provoca uma vontade incontrolável de comer mais e mais, ou seja, ele potencializa os efeitos do sal no organismo, outro estimulante.
– Seu uso está diretamente ligado à síndrome do restaurante chinês, que pode causar: taquicardia, vermelhidão, falta de ar e angina no peito, vômito, nausea, formigamento de extremidades, cansaço, além de dores de cabeça daquelas. O médico Dr. Alexandre Feldman, um dos pioneiros a tratar enxaqueca com dieta no Brasil, já havia atentado para os riscos desse veneno em seu livro: Ënxaqueca, finalmente uma saída”.
Para quem quiser saber mais sobre a substância, sugiro consultar o livro “Slow Food Poisoning of America” do mesmo John Erb. E para finalizar, um último detalhe bastante curioso: Além de ser aprovado para consumo pelo FDA, não existem limites restritivos de quantidades…belo trabalho do “orgão regulador” americano.
Procure nos rótulos pelos seguintes nomes: glutamato monossódico, glutamato, realçador de sabor ou apenas proteína vegetal hidrolizada. Talvez você se surpreenda por encontrar esse veneno ali pertinho, no seu armário…Sopas, prontas, lazanhas, salgadinhos, caldos, amaciantes de carne, e o próprio glutamato, anunciado para fornecer “mais amor” ao sabor de sua comida.
Na piada que é nosso País, ele é vendido abertamente, sem nenhum aviso sobre os potenciais efeitos. Apenas como curiosidade, nos ratos estudados, o pâncreas chegava a ter que triplicar a quantidade de insulina produzida normalmente. A consequência? diabetes, é claro!
Aliás, já parou para pensar porque será que as comidas vendidas nas cadeias de “fast-food” são tão gostosas, quase impossíveis de se resistir? Já se perguntou também porque será que os EUA vivem uma epidemia de obesidade? Pois é, qualquer semelhança está longe de ser “mera coincidência”…
Boa semana!
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